sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

FILME - E A VIDA CONTINUA




Filme: E AVida Continua
Direção: Paulo Figueiredo
Elenco:Lima Duarte, Amanda Acosta, Luiz Baccelli 
Gênero: Drama
Tempo: 100 min


Sinopse 
Ernesto (Luiz Bacelli) tem 50 anos e carrega consigo uma tragédia do passado, a qual esconde através de um sorriso bem humorado. Ele conhece Evelina (Amanda Acosta), de 25 anos, ao ajudá-la na estrada, após o carro dela enguiçar. Ambos estão indo ao mesmo hotel e, aos poucos, constroem uma amizade sólida baseada também nas dificuldades enfrentadas ao longo da vida, já que Evelina está machucada emocionalmente devido à infidelidade do marido.




Quando o carro da bela e jovem Evelina (Amanda Acosta) quebra na estrada, ela não faz ideia de como seus caminhos serão profundamente alterados para sempre. Socorrida pelo gentil Ernesto (Luiz Baccelli), Evelina logo fica sabendo que tanto ele como ela estão indo exatamente para o mesmo hotel.


Levado por uma dessas tantas "coincidências" da vida, um Ernesto conhece, em circunstâncias dramáticas, uma jovem de vinte e cinco. Fugitivo de si mesmo, sobrevivente de uma tragédia pessoal que o tempo ensinou a esconder num bem-humorado sorriso, no mesmo instante se encanta por essa moça, que além da frustrada paixão pelo marido infiel nenhuma razão mais possui para  continuar vivendo.

E a Vida Continua… fala de algo que os outros filmes não destacaram: não existe acaso; tudo o que acontece tem a sua razão de ser. 
Mais tarde, os dois se encontram no mesmo hotel e vão passar por cirurgias complicadas. Ernesto já se mostra um buscador da verdade e acredita que não existem coincidências. Já Evelina prefere não pensar muito nessas coisas e diz seguir direitinho os dogmas da Igreja Católica. 



Como náufragos à deriva, Ernesto e Evelina juntam forças e esperanças. Mas não só amores e desamores passados os tornam semelhantes. A questão da saúde comprometida pela mesma enfermidade grave, outra "coincidência", lança expectativas sombrias no futuro dos dois. Como investir numa tão promissora amizade que pode acabar sem glória e sem despedida no centro cirúrgico de um hospital? Instala-se a dúvida. E nos poucos dias que os separam de seus destinos curiosamente parecidos, o homem e a mulher que o "acaso" trouxe para um encontro preparam suas almas apostando na Vida mas com um olho na Morte.

No último minuto de proximidade na estância de repouso preparatório para as cirurgias, dizer o quê? Adeus? Até breve? 

Na falta de resposta o silêncio foi melhor. Um sorriso e uma mão acenando disseram mais.

Como no Teatro, fechava-se a cortina ao final do Primeiro Ato. O Segundo seria num outro palco, numa nova dimensão, para uma outra platéia. Entenderiam os protagonistas, agora, que a Vida é uma peça de muitos Atos, porém sem fim.



Será ali, do outro lado da vida, que Evelina e Ernesto enfrentarão enormes dificuldades e desafios, onde não faltarão surpresas e surpreendentes revelações?


O filme possui várias semelhanças com Nosso Lar, nesse sentido, ao mostrar tanto o lugar onde as pessoas que desencarnaram vão, caso de Evelina e Ernesto, como também um pouco do lado mais sombrio do pós-morte. Há também momentos bem didáticos, especialmente quando entra em cena o personagem de Lima Duarte, que é uma espécie de mestre guia dos espíritos. 
E a Vida Continua… funciona, portanto, como uma aula do Espiritismo Kardecista. Ainda não responde a todas as perguntas, mas elas são muitas para um filme de menos de 100 minutos. E como os médicos e enfermeiros fazem questão de deixar claro: cada resposta no seu devido momento.

A transposição deste romance para a tela põe em destaque o que a obra original tem de mais expressivo em seu conteúdo. Converte a essência de cada trecho literário em cenas vivas, instigantes, de interesse humano inquestionável.


O filme é baseado no best-seller espírita “E a Vida Continua”, escrito em 1968 pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Trata-se do 13º e último livro da série “A Vida no Mundo Espiritual”.

*Filme sugerido por Ana Valentina Salazar. Nós do Muito Além agradecemos a colaboração e partilha.




 Ricardo Figueira de Oliveira - Links para ver Filmes Online - "LUZ PARA TODOS"
http://goo.gl/vCD8BC

Conscienciologia: A Ciência da Consciência




A conscienciologia é uma nova ciência elaborada por Waldo Vieira, ex-integrante das fileiras do Espiritismo, hoje estudioso independente. Esta esfera científica estuda a consciência enquanto instância que transcende as fronteiras da entidade existencial e material, e a observa sob um ponto de vista que vai além dos sentidos convencionais e aborda também as percepções extra-sensoriais.


A ciência Conscienciologia foi proposta em 1986 por Waldo Vieira (brasileiro) , um médico e pesquisador da consciência de renome internacional. O Dr. Vieira apresentou oficialmente a Conscienciologia, como uma nova ciência, ao público, em geral, e à comunidade científica, através do seu livro “Projeciologia: Um Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano”. Mais tarde, Vieira publicou os fundamentos para a Conscienciologia num segundo tratado de sua autoria “700 Experimentos da Conscienciologia” (1994).


A Conscienciologia é o termo que foi proposto por Waldo Vieira para definir a nova ciência dedicada ao estudo da consciência, que, dentre outros termos, é aquilo o que se denomina por alma, espírito, essência, eu, individualidade, personalidade, pessoa, self, ser ou sujeito.

Conforme as pesquisas deste médico, que devota toda sua existência aos estudos teóricos e práticos da esfera consciencial, suas expressões ultrapassam os limites do cérebro material e, portanto, independem do organismo humano.

A Conscienciologia estuda a consciência tendo em conta todos os seus atributos, fenômenos, capacidade de se manifestar fora do corpo físico (experiências fora do corpo, viagem astral), e o facto de ter sequência de vidas (reencarnação).

Esta evidência pode ser percebida nas experiências que comprovam a saída do espírito do âmbito material, nas vivências fora do corpo. A Conscienciologia difere das ciências convencionais na sua fundamentação científica, baseada num novo e mais avançado paradigma filosófico, ela segue adiante da própria Parapsicologia, pois não se baseia nos princípios newtonianos-cartesianos, inspirados na lógica física, que tem suas raízes nos elétrons e na matéria. A Conscienciologia baseia-se no paradigma consciencial, que considera a realidade como sendo multidimensional.



As ciências convencionais abordam a consciência como sendo um produto do cérebro físico e limitam-se a metodologias materialistas na condução das suas pesquisas. Sob o ponto de vista multidimensional, esta abordagem materialista adotada pela ciência convencional é inadequada para o estudo da consciência, por não atender aos seus princípios fundamentais – a verdadeira natureza da consciência ultrapassa grandemente os limites da realidade física.

Os pesquisadores deste campo partem sempre do Princípio da Descrença, levando em conta a experiência de cada um enquanto instrumento metodológico básico na aquisição do saber extrafísico. Esta ciência não tem a intenção, portanto, de converter a maioria das pessoas a sua verdade, procurando sempre esclarecê-las.

Para Vieira, a Conscienciologia parte do princípio de que a manifestação da consciência vai além do cérebro físico e que é independente do corpo humano. Portanto, a Conscienciologia propõe o estudo da consciência através de uma abordagem integral, considerando o holossoma, a multidimensionalidade, as bioenergias e a possibilidade da consciência se projetar para fora do corpo humano de maneira autoconsciente.

 O holossoma é o conjunto dos quatro veículos de manifestação (corpos) usados pela consciência para se manifestar: o soma (corpo físico), o energossoma (corpo energético, duplo etérico, corpo bioplásmico), o psicossoma (corpo astral) e o mentalsoma (corpo mental).

O corpo físico seria extinto com a morte física, após a qual a consciência se manifestaria exclusivamente em dimensões extrafísicas empregando seus demais corpos até que, por forças naturais ou não, ela volte a constituir um novo corpo físico (reencarnação). A consciência teria, portanto, um aspecto multiexistencial.

A natureza multidimensional da consciência, fica evidenciada durante o fenômeno da experiência fora do corpo (projeção da consciência) quando ela pode se manifestar de forma lúcida em outras dimensões de espaço-tempo além da dimensão física que conhecemos, empregando os corpos não físicos que constituem o seu holossoma.

Além de estar sujeita as forças básicas da natureza, a consciência também interage por meio de bioenergias (energia vital, prana, orgonio, chi) com outras consciências, com outros seres vivos, com o ambiente. Por meio das bioenergias a consciência interfere e sofre interferências do meio.

A consciência seria intimamente regida por uma ética maior que permeia todo o universo, denominada cosmoética. A cosmoética não se limitaria aos conceitos de "certo" e "errado". Ela é orientada pela evolução da consciência, em qualquer dimensão de manifestação. Assim, não se pergunta se uma idéia ou ação é certa, mas se é a favor da evolução das consciências.

Segundo Vieira, o estudo da Conscienciologia com base nesses pressupostos constitui um paradigma consciencial, um novo modelo de idéias, distinto, portanto, do paradigma adotado pelas ciências tradicionais. Ainda segundo o autor, o escopo da Conscienciologia é o estudo da consciência do vírus (a forma mais simples de consciência) ao Serenão, a consciência mais evoluída existente em nosso planeta.

A conscienciologia analisa a consciência integralmente, abordando sua existência antes do renascimento material e também as vidas que se sucedem à morte do corpo físico. Cada ser é uma consciência, incluindo os que habitam outras esferas do Universo. Parte-se, portanto, da certeza de que há vida após a morte.

A expressão ‘conscienciológico’ foi utilizada pela primeira vez em 1978 pelo filósofo, jurista e educador brasileiro Miguel Reale, no seu livro Filosofia do Direito. Um ano depois, Vieira cunhou a palavra ‘Conscienciologia’ na obra Projeções da Consciência: Diário de Experiências Fora do Corpo Físico, de 1979.


Waldo criou, em 1988, o Instituto Internacional de Projeciologia, convertido em 1994 no Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), entidade sem nenhum objetivo lucrativo, a qual se destina a investigar e disseminar estes novos conhecimentos. A esfera da Projeciologia tem como meta compreender as vivências fora do corpo físico.

Para conduzir a investigação em dimensões extrafísicas, a Conscienciologia apoia-se na capacidade que cada ser humano tem de deixar o seu corpo físico com lucidez. A experiência fora do corpo é, então, a maior ferramenta de trabalho do conscienciólogo, permitindo-lhe o acesso à dimensão extrafísica e assim traçar conclusões acerca da sua natureza multidimensional.

A tecnologia moderna ainda não é suficientemente avançada para detetar, analisar e estudar as dimensões mais subtis onde a consciência se pode manifestar. Assim, uma das principais premissas da Conscienciologia é a pesquisa participativa. Em outras palavras, requer que o investigador seja, simultaneamente, o cientista e o objeto de estudo, usando as suas vivências diárias, dentro e fora do corpo, como experiências laboratoriais.

Com base na experiência de muitos projetores lúcidos oriundos dos quatro cantos do mundo, foi possível chegar a alguns princípios fundamentais que constituem a base da Conscienciologia:

1) A consciência é multidimensional, ou seja, ela é capaz de se manifestar em diferentes dimensões.

2) A consciência é multiveicular, isto é, possui diversos veículos de manifestação, estando cada um deles preparado para atuar na sua respectiva dimensão, ou seja, a consciência usa o corpo físico para se manifestar na dimensão física, o psicossoma (corpo astral, corpo espiritual) para se manifestar na dimensão extrafísica e o mentalsoma (corpo mental) para se manifestar na dimensão mental.

3) A consciência é multiexistencial, isto é, já existia antes do nascimento físico e continuará a existir depois da morte física. De facto, ela alterna entre períodos passados na dimensão extrafísica e na dimensão intrafísica, acumulando experiências que lhe permitirão evoluir como consciência.

4) A consciência está envolvida num processo de evolução. A Conscienciologia propõe uma escala fundamental de evolução que vai desde as mais básicas expressões conscienciais de vida, até ao tipo de consciência mais evoluída ainda em processo de seriação existencial.

A Conscienciologia não só identifica e estuda os níveis de evolução ao longo desta escala, mas também proporciona estratégias e técnicas para a consciência motivada poder alcançar, eficientemente, um novo patamar evolutivo.


A Conscienciologia estuda a consciência "inteira", considerando todos os seus corpos, dimensões e existências, em um enfoque integrado. A consciência é a nossa realidade maior, mais do que a energia e a matéria, outras de nossas realidades. Nossa consciência não é o corpo físico nem um subproduto do cérebro humano. Na realidade, podemos nos manifestar além do corpo humano e, portanto, do cérebro. Esse fato pode ser verificado através das experiências fora do corpo.


A consciência pode se manifestar a partir de 4 estados básicos:

Estado consciencial intrafísico. Corresponde ao estado de consciência na dimensão física, imersa na matéria vitalizada do corpo físico.

Estado consciencial extrafísico. Corresponde ao estado de consciência na dimensão extrafísica, após ter desativado o corpo físico (morte biológica) ou antes do renascimento.

Estado consciencial projetivo. Corresponde ao estado de consciência projetado para fora do corpo físico, aquele em que o indivíduo se encontra temporariamente com seus veículos de manifestação em descoincidência.

Estado de consciência contínua. Corresponde ao estado de consciência completamente lúcido, no qual a pessoa percebe todo o processo de separação dos corpos, a soltura do energossoma, do psicossoma, podendo chegar à soltura do mentalsoma ou à projeção mental.

Para se manifestar a partir desses 4 estados conscienciais básicos, a consciência utiliza seu conjunto de corpos, ou seja, o holossoma:

Soma: corpo humano.
Energossoma: corpo energético.
Psicossoma: corpo emocional.
Mentalsoma: corpo mental.


Na vigília física, esses veículos estão coincididos. Na vida não-física (extrafísica), quando estamos projetados ou no estado extrafísico, ocorre a descoincidência entre esses veículos de manifestação consciencial, levando-nos a nos manifestar em múltiplas dimensões, além da dimensão física.

A consciência é multiexistencial. A vida humana atual é apenas uma dentre as várias existências da consciência. Já vivemos muitas vidas no passado e viveremos muitas outras no futuro. Em Conscienciologia, essa série de existências da consciência recebe o nome de seriéxis.

A base de manifestação de todas as consciências é constituída por 3 componentes indissociáveis, a que denominados de PENSENE: a idéia ou pensamento (PEN), a emoção ou sentimento (SEN) e a energia (ENE).

A consciência penseniza o tempo todo, ou seja, elabora pensamentos e emite energias sadias ou patológicas, conforme seu estado consciencial. Assim, interage emitindo e recebendo pensenes, em qualquer dimensão (física ou extrafísica) em que se encontre. Tal fato reforça a importância de conhecer mais a fundo seu padrão de pensamento, para identificar padrões externos e ser capaz de perceber quais os seus pensenes e quais os dos outros com os quais está interagindo. Daí a importância de promover a higienização ou a profilaxia dos próprios pensenes, para manifestar-se de modo mais sadio e maduro no local ou ambiente onde atua.

A partir dessas abordagens de estudo da consciência, a Conscienciologia oportuniza a potencialização de várias posturas prioritárias à evolução:

  1. Entendimento da indestrutibilidade da consciência.
  2. Vivência de emoções e sentimentos racionalizados.
  3. Melhoria da capacidade de discernimento.
  4. Reconhecimento de si próprio como agente catalisador da evolução de todos.
  5. Organização racional das próprias idéias.
  6. Ampliação do nível de originalidade do seu trabalho pessoal.
  7. Obtenção de um nível máximo de desrepressão.


Especialidades

A Conscienciologia, ciência multidisciplinar e multidimensional, exige análise acurada de suas especialidades e sub-especialidades. O quadro sinóptico a seguir, mostra as interrelações dessas especialidades, considerando como critério de ordenação, a abrangência espacial em 6 Ordens Lógicas. A elaboração do quadro sinóptico constitui-se de maneira análoga a um estudo anatômico, através do qual vamos situando espacialmente cada elemento (especialidade) em relação aos outros (partes) e ao todo (Conscienciologia).


Em resumo, a Conscienciologia fornece respostas lógicas e práticas para as questões básicas da vida - Quem somos? De onde viemos? O que viemos fazer aqui? Para onde vamos? – de forma a clarificar a nossa realidade enquanto consciências em evolução e para nos possibilitar um processo evolutivo com maior lucidez e eficiência.

O pesquisador considera o estudo da conscienciologia fundamental para o aperfeiçoamento evolutivo do Homem, bem como para o cultivo de uma melhor qualidade de vida, uma vez que seu objeto de estudo transcende a vida material e inclui em suas investigações valores morais e espirituais, inerentes à consciência.


Estas investigações ainda são consideradas controvertidas e polêmicas pela ciência convencional. A conscienciologia é, assim, muito criticada pelos cientistas mais conservadores, principalmente porque ainda bebe nas fontes da Metapsíquica, despreocupada de maiores rigores científicos.

Seus estudos estão concentrados, hoje, no CEAEC – Centro de Altos Estudos da Consciência – criado por Waldo Vieira para este fim, em Foz do Iguaçu, em 1995. A partir daí outros institutos semelhantes se disseminaram por todo o país e também em outros países.


O CEAEC
Instituição de ensino e pesquisa mantida por voluntários das mais diversas culturas e origens, interessadas na ampliação do saber e na produção de conhecimentos. Este é o Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC), primeiro campus conscienciológico, organização científica, sem fins lucrativos, não-governamental, apartidária e não-religiosa, criada em 15 de julho de 1995 e dedicada a cursos e pesquisas na área da Conscienciologia ciência focada no estudo integral da consciência (cada um de nós).


O CEAEC reúne profissionais que trabalham sob o vínculo do voluntariado, dedicando-se ao estudo da consciência em evolução, com realização de pesquisas e oferta de cursos teóricos e práticos à comunidade, sobre as mais variadas temáticas.

Trata-se de um Balneário Bioenergético, localizado no Bairro Cognópolis, na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, ambiente que favorece a utilização lúcida das energias conscienciais e o desenvolvimento dos atributos mentais devido à sua riqueza ecológica. Entre as inúmeras atividades que o CEAEC oferece, é possível destacar as dinâmicas e cursos de imersão parapsíquicas, laboratórios de autopesquisa e diversas atividades relacionadas com a Enciclopédia da Conscienciologia, como as Oficinas do Holociclo e as Tertúlias Conscienciológicas ministradas pelo prof. Waldo Vieira. Além disso, o CEAEC fornece hoje, em conjunto com o Programa Amigos da Enciclopédia, suporte integral ao desenvolvimento da Enciclopédia da Conscienciologia.


Abaixo entrevista dada por Waldo Vieira, Propositor da Conscienciologia, a Tom Martins, no Programa "Ciência e Consciência" da TV Complexis. Tema: Conscienciologia e Projeciologia gravado no CEAEC.

Visite http://www.complexis.org




Conscienciologia e Projeciologia - Waldo Vieira - 1 de 6 


Conscienciologia e Projeciologia - Waldo Vieira - 2 de 6 


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Conscienciologia e Projeciologia - Waldo Vieira - 5 de 6 


Conscienciologia e Projeciologia - Waldo Vieira - 6 de 6 







Fontes:
http://www.ceaec.org/
http://www.assipec.org/site/index.php?option=com_content&view=article&id=74&Itemid=58
http://www.iipc.org.br/index.php/as-ciencias/conscienciologia

A morte é só uma ilusão criada pela nossa consciência




Há vida após a morte e a morte é só uma ilusão criada pela nossa consciência. Essas afirmações não vieram de um líder religioso, mas sim de um cientista renomado, que se baseia na física quântica. Enquanto muitos colocam ciência e fé como elementos antagonistas quando se trata de falar sobre temas como a existência da alma ou da vida após a morte, um cientista renomado quer mudar esse quadro.


Não são todos os dias que vemos cientistas se lançando a explorar temas mais filosóficos como a existência da alma ou da vida após a morte, por exemplo, muito menos que venham a público defender suas teorias.

As discussões sobre a possibilidade de vida após a morte tendem a focar em crença, porém, um cientista está sugerindo que pode haver uma evidência sólida de que exista mesmo vida após partirmos desta.

Robert Lanza

Robert Lanza, um respeitado pesquisador norte-americano, defende que a morte não existe, afirmando que esse evento não passa de uma ilusão criada pelas nossas mentes. “O mistério da vida e da morte não pode ser examinado visitando Galápagos ou olhando em um microscópio. É mais profundo”, afirma. 

Professor adjunto do Instituto Regenerativo de Medicina da Universidade de Wake Forest, Lanza é um proponente do biocentrismo.  A ideia do Professor é a de que, ao invés do Universo criar a vida, ele é na verdade um produto de nossa consciência.



Esta afirmação parte das recentes declarações públicas onde Robert Lanza sustenta a hipótese de que a morte nada mais é do que um ilusão da nossa consciência que, por sua vez, se encarrega de determinar a forma e o tamanho de todos os objetos do Universo. 


De acordo com Lanza: "a vida é... apenas a atividade de carbono e uma mistura de moléculas; vivemos durante um certo tempo e depois apodrecemos sob a terra".    

No entanto, a morte, segundo o pesquisador, apenas existe para nós, porque os humanos anteriores "nos ensinaram a acreditar que morremos". Neste sentido, a morte não seria nada mais do que uma teoria sem fundamentos e que não pode ser comprovada. 


Sua teoria sobre o biocentrismo propõe que não existem razões para acreditar que a morte deva ser tão terminal como se acredita. E a biologia, ou seja, a vida, cria a realidade do Universo, e não vice-versa. Desta maneira, a morte, como um corte terminal, não pode existir.    

Apesar disso, Lanza admite que o corpo morre, o que é irrefutável. Porém, isso não é suficiente para explicar a existência da morte. Se realmente o espaço e o tempo são ferramentas na nossa mente, coordenadas pela nossa consciência, então a imortalidade existe de fato em um mundo sem limites de espaço e tempo. 

Esta possibilidade é tratada em teorias da física, pelas ideias de "multiversos", ou seja, múltiplos universos possíveis, em que diversas situações ocorrem de maneira simultânea. Se tudo o que pode acontecer, acontece em alguns destes planos, então, explica Lanza, a ideia da morte não tem sentido de maneira real. Mas então o que acontece quando o nosso corpo morre? "Simplesmente, nossa vida de transforma em uma flor constante que volta a florescer no Universo". 


Lanza diz que a morte “não pode existir no sentido real“. Ele propõe: “A vida é uma aventura que transcende nossa forma linear ordinária de pensar. Quando morremos, não o fazemos em uma ‘matriz randômica de bola de bilhar ‘, mas em uma ‘matriz inescapável de vida’ “.  

Lanza concluiu que os humanos são seres eternos que criaram o conceito de vida e morte através de suas consciências.  Ele alega que a morte não existe e que os humanos acreditam que ela exista porque eles creem nisso coletivamente.


A morte é meramente o que pensamos que vemos. 
Na verdade, tudo é o que pensamos que vemos. 

Porém, na visão de Lanza, “se tratarmos o tempo e o espaço como coisas físicas, a ciência escolhe um ponto de início errado para a compreensão do mundo“.

O ponto de início do Professor Lanza é a biologia. Contudo ele adiciona um pouco de mecanismos de física quântica para abalar os céticos realistas.  

Ele aponta que o famoso experimento de física quântica, conhecido como ‘double slit’, (ou experimento da abertura dupla), ajudou a demonstrar que partículas não são somente elementos isolados como pensamos.  Ao invés disso, elas podem agir como duas entidades separadas ao mesmo tempo.

Em essência, quando gostamos de zombar que alguém possa estar vivendo em um universo paralelo, isto poderia na verdade ser verdadeiro para todos nós.

Lanza tenta nos fazer pensar sobre nossa própria existência de formas diferentes.
Certamente o mundo seria muito mais interessante se verdadeiramente soubéssemos que há algo mais depois de partirmos.


Para Lanza, autor do livro “Biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo”, a vida é apenas uma atividade do carbono e uma mistura de moléculas que dura por tempo determinado. Lanza afirma que, quando nosso corpo morre, logo se decompõe. Mas essa ideia de “morte” existe apenas porque há milhares de anos ensina-se que morremos. Afinal, nossa consciência associa a vida à existência do corpo

Segundo o biocentrismo defendido por Lanza, a morte não dever ser vista como algo definitivo, o fim de tudo. Quando o ser humano entender que o espaço e o tempo são convenções, não existem realmente, poderemos ver o mundo como ele é, sem limites espaciais ou lineares. Para ele e outros físicos teóricos, nossa “mistura de moléculas e atividade do carbono” volta para o Universo, onde continua existindo, mas como parte dele.

Um dos teóricos do chamado universo biocêntrico, ele explica que a biologia e a vida real originam o universo, e não o contrário. Para citar um exemplo, Lanza diz que, quando uma pessoa vê o céu, diz que é da cor azul, mas não significa que o céu seja azul, apenas o percebemos assim. Nossa consciência dá sentido ao mundo e pode ser alterada, mudando nossa interpretação da realidade. Ou seja, espaço e tempo são apenas “ferramentas mentais”. Logo, a morte e a ideia da imortalidade podem coexistir num mundo sem limites ou espaço linear.

A maioria dos cientistas diria que o conceito de vida após a morte ou é um absurdo, ou, no mínimo, improvável. Porém, os físicos teóricos defendem que existem outras dimensões, onde a existência é percebida de outra maneira. O que significaria que a morte pode existir “num sentido total”. Para ele, a física quântica ainda tem muito a ser explorada e pode alterar a maneira como os seres humanos sempre perceberam a existência.  

Segundo diferentes tradições religiosas, o ser humano é composto de uma parte imaterial, chamada de alma. Para judeus e cristãos, de fato a morte total não existe, pois a alma permanece, passando apenas para um outro plano ou dimensão, que pode ser o céu ou o inferno. 


Biocentrismo – Robert Lanza 

E se fosse a vida, quem cria o universo, e consequentemente este não existisse sem a nossa consciência? Assim, em vez de assumir que a realidade precede e cria a vida, o Biocentrismo propõe exatamente o inverso.

Para grande parte dos cientistas a ideia de vida após a morte pode parecer algo absurdo, místico e extremamente improvável. No entanto, uma parcela de cientistas, recentemente, procuram se apoiar em conceitos da física quântica, para demonstrar uma possível existência da vida após a morte biológica. Na lista se encontra Robert Lanza, médico e fundador do Biocentrismo, que coloca a consciência como fundamental e criadora do universo – ao contrário da ideia clássica, onde o universo cria a vida.


"À medida que nos desfazemos de preconceitos, a nossa percepção e relação com o mundo mudam drasticamente.  Vivíamos num disco mais ou menos plano no século XV, até, coisa sem sentido, nos dizerem que afinal a terra é uma pedra redondinha. Do mesmo modo, as explicações da física tradicional sobre a gênese do Universo confrontam-nos agora com as experiências e as descobertas no mundo da física quântica, renovando dúvidas e levantando novas incertezas; obrigam a mudanças de interpretação que colocam em causa a nossa própria representação da realidade."

Com o seu ensaio "Nova Teoria do Universo", o cientista Robert Lanza coloca-nos de repente perante perspectivas radicalmente diferentes:  limitações biológicas  nos impedem de compreender verdades mais profundas da nossa existência e do mundo que nos rodeia, bem como a nossa própria consciência cria a realidade.  


A ideia coincide com as observações quânticas em que os resultados dependem da própria observação. Como escreveu Eugene Wigner, laureado com o prêmio Nobel: "Não é possível formular as leis da teoria quântica de um modo absolutamente consistente sem referencia a uma consciência".
  
Eugene Wigner





Em 2010, conjuntamente com Leonard Mlodinow, o Stephen Hawking colocou o problema nos seguintes termos: " Não há forma de retirar o observador -nós- da nossa percepção do mundo...na física clássica, o passado é assumido existir como uma série de acontecimentos. Mas de acordo com a física quântica, o passado, como o futuro, é indefinido e existe apenas como um espectro de possibilidades."

Para Robert Lanza, a ciência tem evidências da existência da alma – ela seria uma parte da nossa mente.

Formação e Recepção Científica

Lanza, pelo menos antes de lançar a sua teoria, apelidada de Biocentrismo (2007), participou de diversas pesquisas da abordagem tradicional da ciência, incluindo pesquisas em Psicologia, da linha behaviorista (juntamente com Skinner), com diversos artigos publicados na Science, uma das principais revistas da ciência tradicional. Além da Psicologia, Lanza realizou pesquisas na área da Biologia, de células-tronco, com o intuito de curar certos tipos de cegueira. 

No entanto, em 2007, o cientista propôs a ideia de Biocentrismo na revista literária The American Scholar e, em 2009, publica oficialmente o livro “Biocentrismo: como a vida e a consciência são a chave para compreendermos a verdadeira natureza do universo” (tradução livre).

A recepção negativa da comunidade científica, com as suas ideias, não foi consensual. O médico Nobel, já falecido (2012), Edward Donnall Thomas, fez uma declaração positiva, para a Revista Forbes, em 2007.

Outros cientistas, como o físico Lawrence Krauss, alegaram que a ideia, filosoficamente falando, pode ser “interessante”, mas pode não ser testável cientificamente. Alguns, de forma mais negativa, como Dr. Vinod Wadhawan, acusaram Lanza de pseudocientista e de aproveitador, por fazer uma parceria com o médico Deepak Chopra, com o simples intuito de alavancar suas vendas.

Apesar das críticas, alguns se interessaram em conhecer melhor a teoria de Robert Lanza. Se ela provocou e ainda provocará uma revolução científica, já se pode afirmar que, no mínimo, trouxe uma discussão nos meios científicos sobre um assunto tão polêmico e tabu, que é a morte.


Biocentrismo e Vida Após a “Morte”

O Biocentrismo, definido por Lanza, defende que o universo provém da consciência e, sem ela, ele não poderia existir. Para sustentar esta ideia, o Biocentrismo se apoia no experimento da dupla fenda, onde o elétron é determinado como partícula, pelo fato de medi-lo, uma vez que o elétron se comporta como ondas de possibilidades, até o momento em que se procura saber a sua localização exata. 

Tal experimento deu origem ao enunciado, da mecânica quântica, chamado de Princípio da Incerteza, onde as nossas observações provocariam algum efeito, no mundo atômico. Além da dupla fenda, Lanza afirma que o Biocentrismo é semelhante à ideia de múltiplos universos, evocando a noção de que é possível a existência da consciência em “outros mundos”, uma vez que haveria um número infindável de universos, que existem simultaneamente ao nosso. 

Segundo o cientista, a morte seria um ilusão criada pela nossa mente, pois, a vida, para Robert, transcende a linearidade a qual estamos acostumados em observá-la. Segundo ele, a morte é uma crença, assim o tempo e o espaço não existiriam de fato, objetivamente, mas seriam apenas ferramentas da nossa mente, para a compreensão do universo.

O Princípio Antrópico Cosmológico também é base para o Biocentrismo de Lanza, ou seja, a nossa existência não surge ao acaso, pelo contrário, é proposital. A vida e a biologia, por sua vez, criariam a realidade, sem a noção linear e limitante que costumamos assumir. Ainda, de acordo com o médico, a morte apenas existe como conceito, ensinado pelas gerações, e, portanto, não pode “existir em qualquer sentido real”, em contraposição, a vida seria apenas um fragmento de tempo – este, por sua vez, daria simplesmente um “reboot” quando morremos, fisicamente, a novas possibilidades. A vida, portanto, não se trata de um tempo, passado, presente e futuro – aqui, sem a nossa consciência, espaço e tempo não tem valor algum, desta forma, quando morremos, a nossa mente não poderia deixar de existir, pois ela faria parte do universo, assim uma parte da mente poderia ser imortal.

Os Sete Princípios

A teoria do Biocentrismo se baseia em 7 princípios:

1. O espaço e o tempo não são realidades absolutas, portanto, a realidade “externa” seria um processo de percepção e de criação da consciência.

2. As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, não podendo se divorciar uma da outra.

3. O comportamento das partículas subatômicas está ligado com a presença de um observador consciente. Sem esta presença, as partículas existem, no melhor dos casos, em um estado indeterminado de probabilidade de onda.

4.  Sem consciência a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade. A consciência precede o universo.

5. A vida cria o universo, e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional.

6. O tempo não tem real existência fora da percepção humana.

7. O espaço, assim como o tempo, não é um objeto. O espaço é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.

Revolução Científica


É verdade que a física quântica revolucionou o nosso modo de compreender o universo e de pensar cientificamente. O Biocentrismo é uma teoria que vem acompanhada de outras concepções, desenvolvidas por outros cientistas, como Stuart Hameroff, Roger Penrose e Amit Goswami, que, apesar de serem rejeitadas por boa parte do mainstream científico, representam algo que poderia ser impensável ou inadmissível por algumas pessoas: cientistas de renome que acreditam na vida após a morte.

Pensando no tempo pensamos imediatamente na sua natureza perversa, quando as pessoas envelhecem e morrem, pensamos ainda nas coisas que vão mudando.Mas esses acontecimentos, essas mudanças não são a mesma coisa que "tempo". 


Referindo à questão colocada por Hawking e Mlodinow, Robert Lanza responde que "a peça em falta somos nós, encontra-se em nós. A imortalidade não significa perpetual -linear- existência no tempo, reside simplesmente fora do tempo. A vida é uma viagem que transcende o nosso pensamento clássico".

Como diria Einstein, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma teimosa e persistente ilusão.


O poder da imaginação
Video: Anselmo de Lima